Porto Central avança na Fase 1 e prepara obras marítimas no Espírito Santo

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O Porto Central avançou na implantação da primeira fase do complexo portuário privado em Presidente Kennedy, no sul do Espírito Santo. Em atualização divulgada em 16 de setembro de 2026, a empresa informou que as estruturas de apoio em terra já estão em funcionamento e que o empreendimento se prepara para iniciar a construção da infraestrutura marítima.

A próxima etapa inclui a implantação do quebra-mar e a dragagem do canal de acesso. Essas obras são necessárias para formar a estrutura marítima prevista no projeto e permitir o atendimento a navios de grande porte. A Fase 1 tem investimento aproximado de R$ 2,6 bilhões e prevê a instalação de um terminal de granéis líquidos de águas profundas.

Estruturas de apoio já estão em funcionamento

De acordo com o Porto Central, a implantação em terra já conta com vias internas, sistemas de abastecimento de água e fornecimento de energia elétrica. A central dosadora de concreto também está em operação, dando suporte às atividades de construção do complexo.

O avanço dessas estruturas marca uma etapa anterior à execução dos principais elementos marítimos do projeto. Com a preparação do quebra-mar e do canal de acesso, o empreendimento passa a concentrar esforços na conexão entre a área terrestre e a futura operação portuária em águas profundas.

Terminal será voltado inicialmente ao transbordo de petróleo

Na primeira fase, o Porto Central prevê um terminal de granéis líquidos destinado inicialmente a operações de transbordo de petróleo entre navios. Esse tipo de operação permite a transferência de carga de uma embarcação para outra e exige infraestrutura compatível com o atendimento de navios de maior porte.

Segundo as informações institucionais do Porto Central, a implantação do complexo ocorrerá de forma faseada. A área de aproximadamente 2 mil hectares tem potencial para receber atividades portuárias, industriais, energéticas e logísticas, mas a expansão para outros segmentos dependerá do licenciamento e da demanda de mercado.

A previsão informada pela empresa é que as primeiras operações sejam iniciadas depois da conclusão da etapa atualmente planejada, estimada para ocorrer nos próximos dois anos. Como o projeto ainda está em construção, o cronograma está relacionado à execução das obras marítimas e à preparação das condições necessárias para o funcionamento do terminal.

Licenciamento e integração com a infraestrutura regional

O empreendimento conta com a Licença de Instalação nº 1.436/2023, emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, o Ibama. A licença autoriza a instalação conforme as condições e exigências previstas no processo ambiental relacionado ao projeto.

Além das obras dentro da área portuária, a implantação do Porto Central depende de conexões terrestres capazes de atender ao desenvolvimento do complexo. Em junho de 2026, o Governo do Espírito Santo autorizou a recuperação de mais de 20 quilômetros da rodovia ES-162, entre Presidente Kennedy e a BR-101.

A intervenção rodoviária terá investimento superior a R$ 16 milhões, conforme informou o Governo do Espírito Santo. A estrada é uma ligação regional relevante para a área de influência do empreendimento e pode contribuir para a integração entre o futuro porto, a malha rodoviária e os serviços associados à operação logística.

Projeto amplia a presença portuária no sul capixaba

Localizado em Presidente Kennedy, o Porto Central está sendo desenvolvido como um complexo privado de grande escala, com vocação para reunir operações portuárias e atividades industriais, energéticas e logísticas. A primeira fase, no entanto, tem foco definido no terminal de granéis líquidos e no suporte às operações de transbordo de petróleo.

O início da infraestrutura marítima representa uma mudança importante no estágio de implantação do projeto. O quebra-mar e o canal de acesso serão elementos centrais para a futura operação, enquanto as estruturas terrestres já instaladas dão suporte à continuidade das obras.

Para o sul do Espírito Santo, o empreendimento também cria demanda por melhorias de acesso, energia, abastecimento e serviços. A recuperação da ES-162 mostra que a expansão da infraestrutura regional acompanha, ainda que em frentes distintas, a preparação do complexo portuário.

O Porto Central, portanto, permanece em fase de implantação, sem operação comercial iniciada. A conclusão das próximas obras e o cumprimento das etapas de licenciamento serão determinantes para que o terminal entre em funcionamento e para que novas possibilidades de uso da área sejam desenvolvidas ao longo das fases seguintes.

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