Cruzeiros de cabotagem movimentam R$ 4,28 bilhões no Brasil na temporada 2025/2026

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Os cruzeiros de cabotagem movimentaram R$ 4,28 bilhões na economia brasileira durante a temporada 2025/2026. O valor corresponde às operações realizadas entre portos do país e representa a maior parcela do impacto total de R$ 4,76 bilhões gerado pelo setor, considerando também os navios internacionais que passaram pelo litoral brasileiro.

Os dados foram divulgados em 22 de setembro de 2026 pelo Ministério de Portos e Aeroportos, com base em estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) e da Cruise Lines International Association (Clia Brasil). Além do impacto econômico, a atividade de cabotagem esteve associada a 64.529 postos de trabalho e gerou R$ 166,3 milhões em tributos.

Passageiros impulsionam despesas em cidades e operações

Durante a temporada, 602.864 cruzeiristas embarcaram em navios de cabotagem no Brasil. O movimento alcançou não apenas os terminais marítimos, mas também as cidades de embarque, desembarque e escala, ampliando a circulação de recursos em setores ligados ao turismo e à logística portuária.

Do impacto de R$ 4,28 bilhões atribuído à cabotagem, R$ 2,28 bilhões foram relacionados às despesas das companhias com operação e logística. Outros R$ 2 bilhões vieram dos gastos de passageiros e tripulantes nas cidades atendidas pelos roteiros. A divisão mostra como o transporte marítimo de passageiros articula atividades portuárias e serviços em terra.

Entre os segmentos beneficiados estão o transporte, a hotelaria, a alimentação, o comércio e outros serviços. O fluxo gerado pelos navios também exige coordenação para organizar o embarque e o desembarque de grandes volumes de pessoas, além da conexão entre os terminais e a infraestrutura urbana das cidades receptoras.

Terminais ampliam a função econômica dos portos

O desempenho dos cruzeiros reforça que os portos exercem funções que vão além da movimentação tradicional de cargas. No caso dos passageiros, os terminais precisam oferecer condições para receber navios, processar o fluxo de pessoas e integrar a operação marítima às atividades terrestres.

O Ministério de Portos e Aeroportos destaca investimentos recentes nessa estrutura. Em 2026, foi formalizado o contrato de arrendamento do Terminal Marítimo de Passageiros do Porto de Maceió. O espaço tem 5,6 mil metros quadrados e capacidade para atender até 612 passageiros por dia.

Outra iniciativa citada pela pasta é a requalificação do Terminal Portuário de Outeiro, no Pará. Entregada em novembro de 2025, a estrutura foi preparada para receber navios de passageiros. As medidas fazem parte de um movimento de adaptação e qualificação de instalações portuárias para atender à atividade de cruzeiros.

Impacto econômico depende de integração com as cidades

Os números da temporada 2025/2026 colocam a cabotagem de passageiros como uma atividade com efeitos distribuídos por diferentes elos da economia. A operação envolve as companhias marítimas, os terminais, fornecedores, trabalhadores portuários, transportadores e empresas que recebem os visitantes nos destinos.

Para os portos, o desafio é combinar capacidade operacional e atendimento ao passageiro. A preparação de terminais, os acessos terrestres e a organização dos serviços nas áreas próximas influenciam a experiência de embarque, desembarque e escala. Por isso, o impacto econômico dos cruzeiros depende da articulação entre a infraestrutura portuária e o planejamento das cidades.

A temporada também foi acompanhada por mudanças na oferta de navios e nos roteiros disponíveis no país. O Guia da temporada de cruzeiros 2025/2026 da Clia Brasil reúne informações setoriais sobre a operação e os itinerários realizados no período. Já a cobertura da Panrotas destacou a apresentação do estudo durante o 8º Fórum Clia Brasil 2026.

Com R$ 4,28 bilhões movimentados, 602.864 passageiros embarcados e 64.529 postos de trabalho associados, os cruzeiros de cabotagem consolidaram uma contribuição relevante para a economia brasileira na temporada 2025/2026. O resultado evidencia a importância de terminais estruturados e de uma integração mais eficiente entre portos, transporte e serviços nas cidades do litoral.

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