Suplementação mineral no pasto: por que ela é indispensável? Entenda neste artigo

Sérgio Gusmão
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Por que a suplementação mineral no pasto é indispensável e como João Eustáquio De Almeida Junior explica seus impactos diretos na saúde e no desempenho do rebanho.

Como informa o empresário Joao Eustaquio de Almeida Junior, a suplementação mineral ocupa um papel estratégico na produção pecuária, mesmo em sistemas baseados exclusivamente em pasto. Uma vez que confiar apenas na pastagem natural para suprir todas as exigências nutricionais dos animais costuma gerar desequilíbrios silenciosos, que afetam o desempenho ao longo do tempo.

Ou seja, ainda que o pasto apresente bom aspecto visual, ele nem sempre oferece os minerais necessários em quantidade e proporção adequadas. Esse cenário torna a suplementação mineral uma ferramenta essencial para manter a saúde do rebanho, garantir produtividade e reduzir perdas evitáveis. Interessado em saber mais sobre essa prática? Acompanhe, nos próximos parágrafos.

Suplementação mineral no pasto: por que o capim não é suficiente?

A ideia de que o pasto supre todas as necessidades nutricionais do animal é comum, mas não reflete a realidade da maioria das propriedades. Pois, os teores minerais das forragens variam conforme o tipo de solo, a época do ano, o manejo da pastagem e as condições climáticas. Como resultado, mesmo áreas bem formadas podem apresentar carências importantes.

Suplementação mineral no pasto é indispensável, e João Eustáquio De Almeida Junior detalha neste artigo os motivos que tornam essa prática essencial.
Suplementação mineral no pasto é indispensável, e João Eustáquio De Almeida Junior detalha neste artigo os motivos que tornam essa prática essencial.

Isto posto, o problema é que essas deficiências nem sempre são percebidas de imediato. Muitas vezes, os sinais aparecem de forma gradual, como queda no ganho de peso, redução da fertilidade ou maior incidência de doenças. Quando isso ocorre, parte do prejuízo produtivo já está consolidada.

Desse modo, a suplementação mineral atua justamente para corrigir essas lacunas, fornecendo elementos essenciais como cálcio, fósforo, sódio, zinco e cobre, entre outros. De acordo com Joao Eustaquio de Almeida Junior, essa reposição garante equilíbrio nutricional e contribui para o bom funcionamento metabólico dos animais ao longo de todo o ciclo produtivo.

Quais são os principais riscos da deficiência mineral no rebanho?

A deficiência mineral pode comprometer diferentes funções do organismo animal, impactando diretamente a eficiência da produção. Assim sendo, muitos produtores subestimam esses riscos por não associarem problemas produtivos à nutrição mineral de forma imediata.

Entre os principais efeitos negativos, destacam-se alterações no crescimento, no sistema reprodutivo e na imunidade. Ou seja, animais com carência de minerais tendem a apresentar menor resistência a doenças, maior taxa de descarte e desempenho abaixo do potencial genético, como pontua o empresário com 30 anos de carreira no setor, Joao Eustaquio de Almeida Junior.

Aliás, esses problemas se agravam em períodos críticos, como seca ou transição entre estações, quando a qualidade do pasto cai de forma mais acentuada. Portanto, sem uma suplementação mineral adequada, o rebanho fica mais vulnerável e os custos indiretos aumentam, mesmo que isso não seja percebido no curto prazo.

Como identificar sinais de deficiência mineral no pasto?

Reconhecer os indícios de deficiência mineral é um passo importante para corrigir o problema a tempo. Segundo Joao Eustaquio de Almeida Junior, a observação diária do rebanho ainda é uma das ferramentas mais valiosas do produtor, especialmente quando associada a orientações técnicas. Alguns sinais são sutis, enquanto outros se tornam mais evidentes com o avanço da carência. Tendo isso em vista, a seguir, destacamos os indícios mais comuns:

  • Apatia e redução do consumo de alimento, mesmo com oferta de pasto disponível

  • Perda de peso ou dificuldade de ganho, especialmente em animais jovens

  • Problemas reprodutivos, como aumento do intervalo entre partos

  • Pelagem opaca, queda de pelos ou lesões na pele

  • Maior ocorrência de doenças e recuperação mais lenta

Esses sinais indicam que a dieta não está atendendo às exigências minerais do rebanho. Dessa maneira, ao identificá-los, é fundamental revisar o manejo nutricional e ajustar a suplementação mineral de forma criteriosa.

A suplementação mineral como um investimento em produtividade

Por fim, mais do que um custo operacional, a suplementação mineral deve ser vista como um investimento estratégico. Pois, ao equilibrar a nutrição, o produtor reduz perdas, melhora índices zootécnicos e cria condições para que o rebanho expresse seu potencial produtivo, como comenta o empresário Joao Eustaquio de Almeida Junior.

A prática também favorece a previsibilidade dos resultados, algo fundamental para a gestão moderna da atividade pecuária. Afinal, animais bem suplementados apresentam desempenho mais estável, o que facilita o planejamento e a tomada de decisão ao longo do ano. Portanto, ao incorporar a suplementação mineral de forma consciente e bem orientada, o produtor fortalece a base nutricional do sistema e contribui para uma produção mais eficiente e sustentável.

A suplementação mineral e o equilíbrio nutricional no campo

Em conclusão, garantir o equilíbrio nutricional no pasto exige atenção constante e escolhas bem fundamentadas. A suplementação mineral cumpre esse papel ao corrigir deficiências que o capim, sozinho, não consegue suprir. Logo, ao adotar essa prática de forma planejada, o produtor protege a saúde do rebanho e assegura melhores resultados produtivos no médio e longo prazo.

Autor: Sérgio Gusmão 

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